Relatos

Após duas semanas “em trânsito” pelos cantos deste Brasilsão, finalmente volto a minha casa, que embora eu a “divida” apenas comigo mesma, a cada dia ganha mais cara de lar. O lar de uma só e dos bons amigos que fazem aquelas visitas deliciosas... Passei dias ma-ra-vi-lho-sos com minha família, em Toledo, e com minha irmã, em Salvador. Por isso é um pouco estranho estar sozinha agora. Mas como é bom estar em casa e como vejo que sou apegada as “minhas” coisas, minha cama, meu banheiro (não suportava mais tomar laxantes, hehe)... Descobri que não gosto nada do meu tanque, porém...
Apesar da viagem de avião ter me deixado enjoada, conhecer Salvador foi bacana. Talvez esperasse mais beleza, principalmente nas pessoas, mas foi raridade encontrá-la entre os baianos. O mar é lindo, principalmente ao Norte; muitos monumentos e obras históricas e religiosas são tocantes, pena que muita coisa está “em restauração”. “Só em 2006, moça!”, informaram muitos atendentes. Frustrei-me com o Elevador Lacerda, que esperava ser panorâmico. Pela expressão da minha irmã, posso imaginar qual foi minha cara de decepção. Só quando estava embaixo fui descobrir que ele é apenas funcional. R$ 0,05 para subir e R$ 0,05 para descer.
Quanto às pessoas, odiei todos os ambulantes e todas as baianas dadas a videntes, que insistiam em ler a mão das “brancas”. Ficar míseros dois minutos em qualquer ponto de Salvador sem que um dos ambulantes venha lhe oferecer (para ser eufemista – eles empurram seus produtos mequetrefes) é uma grande vitória da paz de espírito. E o número gigante de pedintes, que creio ser um mal nacional (com exceção de Toledo, hehe!), também irrita. Tem gente pedindo dinheiro até no aeroporto para complementar a passagem. Sai de mim! E até vendedor de loja quer te empurrar coisas. Quando você compra, eles ficam bravos se têm que dar troco. Pode?
Mas a “cara de paisagem, ou de parede”, como diz o Belaque, ajuda muito nessas horas. Ajuda a continuar seus objetivos: conhecer a cidade e se divertir. Conseguimos. Eu e Sil fomos vitoriosas, apesar dos ambulantes e das baianas que querem dois reais para tirar foto com você. Ninguém merece!
Também ajuda ir para a ilha de Itaparica. Oh! calmaria bacana. Nenhum ambulante, só a feijoada da dona Maria, dezenas de cervejas e uns turistas franceses... até o mar é calmo em Itaparica. Nenhuma onda. Viagem de barco, lancha e coisas que flutuam são excelentes. Minha próxima viagem será de navio, um cruzeiro, quem sabe... Haha!
Mas ainda enjoada, eu prefiro os aviões do que os ônibus da Nordeste (Quanta obviedade!) Aliás, aproveito novamente meu blog para relatar verdades sobre esta “empresa” de ônibus, que detém o monopólio das linhas Londrina-Toledo e Londrina-Joinville (Vá ter azar assim lá longe... esses são meus destinos mais comuns). Desta vez eles passaram de todos os limites: colocaram um ônibus superlotado... de BARATAS!!! Havia pelo menos 5 baratas para cada passageiro. Justo comigo, que tenho pavor de baratas. Não é só nojo, é medo. Quando o primeiro passageiro entrou e voltou dizendo que tinha “um monte” de baratas no ônibus não acreditei. Achei que exagerava. Mas não é que era, mesmo. Não que eu tenha entrado pra ver, mas minha irmã viu e o motorista confirmou. Disse que aquele não tinha sido dedetizado. Já a operadora, que vende bilhetes, depois de ter sido chamada, apareceu com uma vassoura (sabe-se lá o que ela pretendia com a vassoura contra uma centenas de baratas!) e disse que os passageiros poderiam passar na garagem e trocar de ônibus, mas todos estavam naquela situação! Vigilância Sanitária Urgente. DER. ANTT. Denit. CPI da Nordeste! Um longo estresse e obviamente não viajei com as baratas. Peguei meu dinheiro de volta e embarquei num Garcia, até Cascavel... Além da minha irmã, do passageiro que primeiro percebeu as baratas, o Marcos, e eu, ninguém mais achou nojento viajar com baratas, dormir e correr o risco de engolir uma... Que nojoooooooooo............
É, e segunda-feira fim de férias. Começam os trampos de novo. Espero que meu multi-resfriado tenha sarado até lá. Tanto tempo sem escrever e agora não paro mais... Aliás, paro agora. Chega. Em breve com novas novidades novinhas...


 

O Retorno

Queria escrever sobre minha viagem, minha curta estada em Barra Velha e Joinville, sobre como machuquei meu pé na praia, como convivi com tantos primos adolescentes, tios e parentes que nem lembrava mais que eu tinha, mas não estou com muita vontade.
Quando estiver mais animada para escrever, também conto porque não fiquei minimamente bronzeada com 5 dias de sol escaldante na praia, e ensino como não gastar nada em folgas como essa. (Fiz apenas um “investimento” num livro do Naipaul, Os Mímicos, que encontrei num sebo por R$ 7!!!)
Vou escrever também como foi bacana pensar em nada, fazer nada, ficar grudada na minha mãe, jogar truco e tranca com os parentes distantes, permanecer bêbada e comendo o tempo todo, tirar fotos bacanas e outras esdrúxulas, dormir em colchões alheios, cada dia num lugar diferente...
Nesta próxima oportunidade também vou aproveitar para criticar mais uma vez a Expresso Nordeste (empresa de competência duvidável que infelizmente também faz a linha Londrina-Toledo – ô azar!), o péssimo serviço que presta e como ser zen o suficiente para não ter um crise histérica, quando, à meia-noite, o motorista coloca no vídeo do ônibus “As Panteras”, DUBLADO. Só por Deus.
E para terminar, também vou falar sobre como foi foda chegar as 7 em casa e começar trabalhar as 8, e dar um cochilo no meio da tarde, sob o sol quente, no carro do jornal enquanto esperava o fotógrafo. Não tenho mais idade pra essas coisas!!!
Enfim, vou dormir, para a rotina de amanhã! E que bom estar de volta a Londrina, pro meu banheiro, pra minha cama, pro meu colchão!
Até mais!


 

Feliz Natal...

Embarco em breve para o litoral catarinense, onde passarei o feriado de Natal com minha irmã, na PRAIA!!! Também vou estar com meu pai e minha mãe, de quem acho, às vezes, que já nem lembro mais fisionomia de tanto tempo que não os vejo. É, 2003 foi um ano pesado, complicado e a falta de grana pesou muito.
Estou tão cansada que acho que nem vou conseguir relaxar direito. Os últimos dois dias foram extremamente cansativos. Tinha esquecido como são demais os afazeres do jornalista que trabalha em rádio, principalmente numa com esta. Várias provas de fogo, ainda mais para mim, que estou habituada à rotina do jornal, que, para usar um eufemismo, é mais organizado.
Ainda mais que o editor chefe em férias, tem uma estagiária para “nortear”, telefone para atender, mas que não faz ligação (afff!), e ainda fazer vezes de motorista, além do óbvio, escrever, editar e gravar... E não são só os telefones, a cada minuto é um computador que vai pro pau ou uma impressora que não funciona ou um gravador que não grava... Santa paciência! Esgotei meu vasto estoque de palavrões...
Quer dizer, além do seu trampo propriamente dito, o jornalista de rádio (nem todas, creio) ainda precisa resolver problemas variados que fogem muito da sua competência. Não, não vou falar sobre salário... Minha gastrite não agüentaria...
Mas, no cômputo geral das coisas e sendo um pouco simplista, estou bem. Feliz com a vinda de 2004.
Como este é, provavelmente, meu último post antes do Natal, vou aproveitá-lo, para fazer aqueles votos típicos de final de ano a todos, tipos ou nao. Embora sem muita originalidade, sao sinceros. Espero e desejo que todos tenham um Natal bacana, com aqueles a quem amam, com sorte, felicidade e essas coisas todas. Mas também faço votos pelas “distrações carnais”, haha, como diria Grota. Isto quer dizer, um Natal com bebidinhas bacanas, amorecos, farra e tudo aquilo que sozinho o espírito não alcança.
Até a volta.


 

Páginas viradas


Altas noitadas em bares e na internet estão com os dias contados, ou melhor com as horas contadas. Começo amanhã (de novo) um trampo na CBN – agora AM 830, para que estiver interessado... É Loriane de volta às origens radiofônicas. Trabalhei por dois anos na CBN e na extinta Tabajara, entre 99 e 2001. É um suplício pensar em acordar as 7 horas da madrugada, principalmente quando da fase de insônias pesadas, em que é preciso colocar o despertador para as 11 da manhã, sob pena de perder o horário pro trampo, as 2 da tarde... Com o novo trabalho, minha conta bancária deve deixar de operar no vermelho, mas vai prejudicar “um pouco” minha folga de Natal e minhas férias em fevereiro... Não se pode ter tudo, não é? Em janeiro, vou ficar na pauta, no jornal. Abolirei os releases, hahahaha!!! E em fevereiro começo o curso de especialização em história e filosofia da ciência, no qual fui aprovada... com mérito... pessoal... haha
Aos poucos, as coisas vão se apresentando mais bonitas, mais tranqüilas, mais ordenadas. Aos poucos 2003 – ô aninho brabo, sô! - vai dando lugar a um 2004 com expectativas melhores.
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Excelente notícia!!!
Meu irmãozinho passou no vestibular em filosofia, na Unioeste, em 4º lugar. Chorei ao saber da notícia e só tinha vontade de abraçá-lo... O motivo de tanta emoção foi o efeito surpresa, porque ele achava que nem ia passar no colegial... E porque também fiquei muito frustrada quando não passei no vestiba. Dieguinho certamente vai ter seus longos cabelos raspados, mas vale a pena. Parabéns, heavy Di!


 

A minha avó Ida

Minha avó Ida se foi. Hoje ela faria 81 anos. Eu diria feliz aniversário, lhe daria um abraço, um presente, e ela se desmancharia em lágrimas e diria que com a graça de Deus ainda estava viva. Reclamaria da saúde, sua saúde frágil. Ah!, ela ia me contar que tossiu muito a noite toda, o nariz estava escorrendo e não se sentia bem. O corpo doía. A qualquer dia que alguém fizesse aquela pergunta trivial, como “A senhora está bem?”, ela respondia com uma lista de dores, de tristezas. Sentada sobre a caixa de lenha azul da cor dos olhos dela, ao lado do fogão à lenha (que mesmo nos dias de maior calor estava com fogo – se recusava a usar o fogão a gás), ela destilava expressões que traduziam sua falta de contentamento com a vida, sua resignação a um estado de sofrimento que parece ter sempre lhe acompanhado. “A vó tá desacorçoada”, dizia ela. A Vó Ida também falaria do problema dos filhos, dos nove filhos, do quanto se preocupava com cada um. E era verdade. Definhou depois que meu tio morreu... A Vó Ida não entendia porque ele tinha ido antes dela. Nunca mais foi a mesma mulher triste. Passou a ser uma mulher extremamente triste. Quando meu avô morreu, em 1983, ela não derramou uma única lágrima. Embora eu fosse muito criança na época (e só tivesse rido no velório, neurose que ainda hoje conservo parcialmente), fiquei com a impressão que isto foi um certo alívio para ela. A impressão de que o vô Zeca era um peso foi sendo reafirmada ao longo do tempo, ao longo das histórias que ela me contava, nós duas sentadas na caixa de lenha azul, ela apertando e fumando um palheiro atrás do outro. Órfã de pai e mãe, casou-se, aos 16 anos, obrigada pelo irmão – o tio Lulu – que tinha se tornado ateu depois de ter ido para a guerra. Ela dizia que só tinha sido feliz quando esteve no convento. Uma das poucas vezes que ria, era quando lembrava da noite em que as freiras colocaram uma bacia de água ao lado da cama. Sonâmbula, ela levantou-se e tomou aquele banho frio. “Nunca mais saí andando e dormindo”. Do marido só teve os filhos, sofrimento, humilhação, vergonha, contava ela. A Vó Ida dizia que meu avô tinha muitas mulheres, bebia e jogava muito, vícios que levaram seu dinheiro para o ralo e fizeram com que ela tivesse de “lavar roupas pra fora” para não deixar as crianças passarem fome. Lá, com as companheiras de labuta, aprendeu a fumar, vício que só largou no final da vida, quando os médicos disseram que estava proibida de tocar em cigarro. Lembro até hoje do cheiro de fumaça impregnado nela e na sua casa, cheiro que sinto em mim hoje. Na época não me agradava, hoje me repugna... Todas as roupas da Vó Ida, com pequenos buracos de bordas negras, denunciavam seu vício... Ela era tão magrinha, pequeninha, que me custou a crer quando fiquei da altura dela. Totalmente desprovida de vaidade estética, nunca vi a Vó Ida usar jóia. Nunca mesmo. Um anel que fosse, um brinco. Acho que ela só fez as unhas uma vez na vida, para ir à crisma de uma neta, filha da minha tia mais chata e metida. Os cabelos, num modelo “Joãozinho”, qualquer um que se atrevesse, podia cortá-los pra ela. Eu nunca tive coragem... A Vozinha dos olhos azuis, lindos olhos azuis. Mas se se fizesse esse elogio, logo ela desdenhava: “É, mas também não vejo mais nada”... É Vó Ida... A Vó Ida era também muito doce, atenciosa, carinhosa. Não se podia sair da casa dela sem tomar pelo menos um café, mas o comum era comer pão caseiro com leite condensado que ela ficava horas cozinhando à beira do fogão à lenha, e tantas outras guloseimas... sagu de leite, de vinho, de laranja. A Vó Ida era aquela avó típica. Lembro de pelo menos meia dúzia de vezes que cheguei a casa dela desolada por levar bronca da minha mãe ou do meu pai e ela, mais que depressa, me consolava, ficava do meu lado, mas sentenciava que “pai é pai e sabe o que faz”. Mas nunca se meteu, nunca falou nada pra eles. Mas o neto preferido dela era meu irmão mais velho, cujo apelido foi ela quem pôs. Não sei a razão dessa preferência, mas sei que era assim. Minha avó sorria, sorria quando estava com ele... Engraçado lembrar do riso tímido dela, tão bonito, diante das besteiras que meu irmão falava. Tenho tanta saudade, Vó Ida, que às vezes quase pergunto pra minha mãe se você tá bem; quando vou pra Toledo, sou tentada a descer pra sua casa, mas logo lembro que você tá agora num outro lugar, espero que melhor, sentindo talvez um pouco da alegria a vida lhe recusou aqui ou que você mesma recusou – ou pelo menos parecia recusar... É, minha Vó Ida foi-se, mas ainda está aqui, comigo.


 

É devagar...

Que dia excessivamente lento! Trabalhar em feriado é phoda. Tudo passa devagar. As conversas estão vagarosas, a redação quase silenciosa. Estou até ouvindo o barulho das máquinas da gráfica. Normalmente ele passa sem eu percebê-lo, sem me incomodar. Os telefones não tocam, as fontes não atendem. Só o barulho dos teclados e um zum-zum baixinho. Creio que todos estamos um pouco resignados...
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E inaugurando a série “desejos”:
Queria estar em casa agora, fazendo nada, ou melhor, montando um quebra-cabeça espetacular, de mil peças, que me deixou acordada até tarde ontem, mas só montei 10% dele. Quando ficar pronto, terá 73 x 48 centímetros.
Queria rever “Ensina-me a viver”, filme que passou no Corujão na última madrugada, mas que dormi antes do final... (O chato de ver os filmes da madrugada é uma propaganda muito tosca de uma marca de colchões, que não lembro qual. A garota-propaganda tem cara de morta-viva, uma testa gigante e olheiras horríveis e, pior, se apresenta como “Insônia” e diz que está lá, solícita, para te fazer companhia a noite toda, porque o seu colchão é ruim... “Já não nos conhecemos”, a Insônia pergunta...)
Queria que fosse 7 horas agora e que minha matéria de fim de ano estivesse pronta!!! E queria ainda um belo macarrão à parisiense.


 

Sou pé vermelho, de coração...

“Londrina de braços abertos a todos os filhos de nosso Brasil...” Não serei tão poética quanto foi a Adriana, no belo texto que publicou no blog, mas também vou fazer uma breve declaração de amor a esta Cidade esplêndida. Que ninguém entende porque é tão amada (venerada) pelos londrinenses natos e os adotados; que ninguém entende porque insiste em ser receptiva e generosa, mesmo quando quem mais deveria preservá-la, a maltrata; que tem parques, rios e lagos lindos de faltar ar, quando estão tão poluídos e descuidados; que tem os flamboyants – especialmente nesta época do ano – mais lindos do Brasil e do mundo (hehe); enfim, que é a melhor cidade do mundo, embora não grande e não pequena... Engraçado, que tudo isto poderia (e pode) ser dito por qualquer pessoa de qualquer outra cidade, mas talvez seja a forma como os londrinenses falam – com entusiasmo apaixonado, bairrismo exasperado, os pés vermelhos de paixão – que a tornem a melhor Cidade de todas.
Achava que tinha adotado Londrina como Cidade, há 8 anos, quando mudei de Toledo, minha querida “cidade labor”, mas parece que Londrina, ao me acolher de maneira tão carinhosa, como faz todos que para cá vêm, percebo que ela é que escolhe, acolhe, é a mãe adotiva, agora quase já uma avó, de 69 anos. Parabéns Londrina!


 

Fisher fez aniversário ontem...

Fisher é um cara bacana...
E tinha muita gente bacana na sua festa, no domingo, como...

eu mesma...

eu,

Deni, Ana e seu namorado...

a galerinha - Deni, de amarelho, é autora das fotos, a Ana e o namorado dela.

Ana Banana Frazao

Ana Banana

E,tem outras fotos, mas nao consegui publicá-las, porque o programa me acusa de erro por serem grandes demais.


 

Perdas e danos...


Decididamente, vou com comprar outro telefone celular. Aliás, sinceramente, não cheguei a pensar concretamente na possibilidade de recuperar o meu anterior, mas hoje, ao registrar a ocorrência do furto, tive certeza que não veria meu LG azul nunca mais. Um delegado – diga-se de passagem aquele que mencionei recentemente que curtia filosofia – disse-me que meu “boletim de ocorrência é só para desencargo de consciência, porque meu telefone nunca vai ser recuperado, pelo menos pela polícia”. Ele disse que não há gente e tempo para investigar tantas ocorrências. (Engraçado como contam coisas em off...). Sim, sempre soube disso, mas a verdade, assim, exposta, e quando se trata do seu caso pessoal é bastante, digamos, verdadeira e realista. E esse “excesso de realidade me confunde”.
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Obrigada às pessoas que ligaram para o meu ex-9113-9502. Mas já pedi à Vivo para cortá-lo. Espero que com isso o LADRÃO descarado jogue meu aparelho no lixo, de preferência num que possa encontrá-lo antes de fazer um gasto num novo telefone... Doce ilusão...
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Quanto ao meu carro, ainda não tive coragem de fazer o orçamento do conserto da porta...
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Minha irmã é maravilhosa. Quanta saudade! Não vejo a hora que chegue o Natal para vê-la...
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Espero não ter sido a responsável pelo sumiço do gato da Dona Izaura...


 

Mega merda!

Seria um sábado tranqüilo. Não perdi a hora, apesar do mega porre de sexta. (Um porre necessário por causa de um dia tenso, de uma semana cansativa, um porre óbvio, porque não comi nada ontem...) Fiz uma boa prova (para admissão na especialização em História e Filosofia da Ciência), pelo menos umas cem linhas a mais do que as 30 solicitadas, sobre o tema “o problema da indução”. Comecei com uma pergunta mais poética do que filosófica (Nascerá o sol amanhã? hehe) e fechei com uma brilhante conclusão... Uau! Espero que os professores que vão corrigir a prova tenham a mesma sensibilidade.
Mas merdas acontecem até nos melhores sábados, naqueles com os céus mais bonitos. É muito azar para uma pessoa só numa única manhã. Ainda não chorei, mas estou com tanta raiva que logo as lágrimas devem verter dos meus olhos cansados. Duas coisas aconteceram nesta manhã normal de sábado. Deixei meu carro no estacionamento da biblioteca da UEL para fazer a prova de especialização e quando volto, puf, está ele com um mega amassado na porta e um puta risco. Um FILHO DA PUTA, IMBECIL teve a capacidade de fazer aquilo e sair de sem qualquer menção de pagar o dano. CARA DE PAU! Tudo bem, tentei não estressar, até porque sozinha no estacionamento não tinha com quem. Os seguranças da UEL não trabalham no sábado. Saí, pensando no prejuízo, mas sem poder fazer nada. Com as mãos atadas por completo. Para descontrair fui tomar café no Calçadão, olhar vitrines e quem sabe comprar alguma coisa para mim, tipo de programa que exige passar nas Americanas, embora estivesse abarrotada de gente. De repente, ao tentar saber as horas, percebo que fui furtada. Meu telefone celular sumiu da minha bolsa, simplesmente sumiu. Coincidência que ouvi o locutor da loja alertando sobre deixar não descuidar das bolsas. Não sei se neste momento já tinha sido imbecilmente furtada. Fui à gerência e nada... Agora tento ligar pra ele, mas só dá caixa postal. Quem quiser ajudar pode ligar também – 9113-9502 – e se o LADRÃO, LARÁPIO atender pode xingar. É demais pra mim. Acho que não vou me recuperar tão cedo. Não sei não, desconfio que é hora de parar. O quê? Não sei, só tenho essa sensação de que estou dando murro em ponta de faca... Quero minha mãe!!!


 

Alguns “caquinhos”

Gripe, dor de garganta e febre com esse calor... Que porcaria! Acho que é porque ainda não votei no Tipos, hehe,... (Na verdade, não consegui. Emperrou no meio da operação e desisti).
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Delegado de polícia que curte filosofia e conta a vida de Sócrates com detalhes é sempre surpreendente, digno de nota (pelo menos em blog, hehe!). Já cantavam os Engenheiros, “...deve haver alguma coisa que ainda te emocione...”
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De repente, mas não tão repentinamente assim, o inesperado, o improvável, começam a despontar. Pegam-me desprevenida. Surpreendem-me. Uma sensação à qual estava desacostumada vem chegando, invadindo, insuflando. Revitaliza e renova. Imponderável! Liberdade, ainda que tardia!!!
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Sem mais para o momento,
agradeço antecipadamente...


 

Et la vie continue...

A despeito de D. Hume, tenho certeza que o Sol nascerá amanhã. “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”. E a vida continua... Apesar das acelerações cardíacas não programadas, ainda agüento mais este tranco. Divirto-me. Aprendo. Apreendo. Desejo. Amo. Apesar de não fazer tipo, meu tipo me incomoda. “São demais os perigos dessa vida pra quem tem paixão”. Como nada faz sentido em si, vou dormir e buscar respostas em sonhos, talvez, se eles vierem. Vinhos dão respostas muito imediatas, impulsivas. Sonhos são mais leves, mais enigmáticos. Et la vie continue...


 

Brevíssima reflexão...

Li uma vez num livro: “Quem quer ser feliz à força, destrói o que é etéreo. Mas que se deixa elevar pelos momentos felizes, em sua fugacidade, conquista a eternidade”. E nao fazia qualquer sentido. Hoje nao chega a parecer uma “fórmula de felicidade”, mas dá um tranquilidade imensa...


 

Weekend...

Tanto esforço para esquentar o pão e recheá-lo de nata e queijo e derrubo o prato com tudo. Mil cacos, que não foram para o vitral... Tanta demora para baixar uma sinfonia, a quinta, de Beethoven e... porra! é uma versão techno remix. E tantas cólicas horríveis neste final de semana. Doses e mais doses de Buscopan e uma injeção megadolorida nas nádegas...
Well, esta página está expirando... Vou almoçar e voltar à Investigação acerca do entendimento humano, que para vim já virou divagação. É para a prova da especialização.
Bom domingo a todos...


 

Uma faxina na alma


Limpando as gavetas da alma
não teve dúvidas:
jogou fora a coleção de frustrações.

Para o lixo também foram
o álbum dos amores impossíveis
e os recortes sobre dores inacabáveis.

Os alfarrábios escritos na alma
com letras tortas
foram dizimados.

Na gaveta das mágoas
– tanta coisa havia! –
hesitou em mexer.

Abriu a mirrada gaveta da coragem
e jogou – sem olhar –
as mágoas de um a cem.

As outras tantas restantes
ainda lhe eram necessárias
– o faria na próxima faxina.

E prosseguiu:
tirou as lembranças saborosas
da gaveta do fundo – emperrada –

Sabores, odores e amores
foram parar sobre a cômoda
visivelmente dispostos.

Belas cores dispersas
Reunidas na primeira gaveta
fizeram uma festa interminável.

Et la vie continue.


 

"... voava de madrugada...

... e na cratera condenada eu me calei
E se calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta
Num jogo de improvisar
E entrecortando eu sigo dentro a linha reta..."

Quando vou parar de ouvir esta música 10, 20 vezes em seguida???


 

“Caquinhos”

Alguém colocou um cartaz no mural do jornal fazendo contagem regressiva: “Faltam 16 dias para o décimo terceiro salário”. Não fui eu, mas bem poderia ter sido...

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Contagem regressiva também para minhas férias: mais 59 dias de trampo.

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Vou pirar o cabeção: me inscrevo amanhã no curso de especialização em História e Filosofia da Ciência. Queria fazer um mestrado (que é de graça, hehe!), mas não há nada em Londrina na área que quero.

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Falta de sutileza me irrita muito, inclusive a minha própria.

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Também me irritam (e intrigam) as coletivas em que não há nada para se dizer...

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Todas noites poderiam ser a de terça-feira: eternas e efêmeras. Obrigaduuuuu!!! O contraditório mora em mim.


 

Quando o sol se for..


O sol vai se pôr as 19h41 (horário de verão) em Londrina, segundo o Iapar. Espero ter terminado meu trampo até lá para estar presente neste belo espetáculo, cuja entrada é franca.


 

Mais uma...

... da fenomenal (nas palavras do fenomenal Drummond) Adélia Prado.

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.


 

Noites bem dormidas...


Estávamos eu, a Sil e o Diego (meus irmãos) saindo para um passeio no meu carro, eu ao volante... Não sei dizer se era dia ou noite. A poucas quadras da casa da minha mãe, em Toledo, vejo uma inscrição no chão, com letras levemente irregulares: “Não pare neste cruzamento”. Estranhei, pois, os carros desciam a avenida (Nossa Senhora de Fátima) em alta velocidade e se eu não parasse, me estatelaria contra outro veículo. Óbvio que parei para esperar minha vez e também tentava colocar o cinto, a pedido da minha irmã. Neste momento sinto um estrondo contra meu carro e ao erguer a cabeça vejo uns dez moleques gritando. Tentei arrancar, mas tinha medo de atropelar os meninos que tentavam nos assaltar e, além disso, do meu carro parecia enguiçado. Vi a expressão de apavoro dos meus irmãos e eu mesma não sabia o que fazer. Acho que pensei: “É o fim”. E era: acordei, sobressaltada. Logo voltei a dormir e não tive mais sonhos ou pesadelos. Ou não me lembro deles. Para quem não estava dormindo, acho que é bom sinal passar a ter sonhos ou, pelo menos, pesadelos... Só fico intrigada porque tendo a crer que os sonhos têm significado e não consigo, na maioria das vezes, apreendê-lo. Quando fazia terapia, a minha terapeuta fazia umas análises interessantes. Uma delas foi sobre um sonho que tive com um helicóptero que caía, enquanto eu o observava na companhia de um amigo que estava letárgico. Quando consegui convencê-lo a descer para olhar o estrago, a moto que estava estacionada não funcionava... A análise tinha a ver com um certo estado de letargia em que havia me colocado: um amigo se ação e dois veículos sem movimento... Apesar das minhas indagações sobre os sonhos e o inconsciente, acho que a psicanálise é para os psiquiatras e psicólogos. Aos leigos, cabe uma frase do Raymond Aron: “Para cada um de nós, a psicanálise é uma interrogação, um questionamento, um exame de consciência necessário. Mas, para viver, é preciso esquecê-la o mais possível. Não devemos pensar, cada vez que esquecemos alguma coisa, que quisemos esquecer. Só eventualmente.”


 
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